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5th novembro
2009
written by R0cc0

zidan

 Para quem não sabe, recentemente completei 25 aninhos, isso mesmo, metade de 50 e saí de 24 sem nunca ter tomado um fio terra na vida AMÉM. Com o objetivo de celebrar essa vitória fiz algo que não costumo realizar com frequência, sendo assim reuni uma patota de twitteiros na última baladenha que havia comemorado um níver alguns anos atrás, no Café Aurora.

 

 

A questão é que o lugar não me agradou, na verdade o ambiente realmente é legal, mas percebi que já tive minha fase de som alto, periguetagens e amizade com posers da vida. Apesar dos pesares, como eu sempre digo qualquer lugar com uma boa Cia acaba se tornando divertido, então compensou, mas o que faço aqui é relatar uma história do passado, mais precisamente quando completei 19 anos.

 

Lá estava eu com aquele estilinho bem ridículo de ser, saca cara que acha legal usar camisa em balada? Pois então, achei que tava abalando o lugar com minha barba comprida, camisa e um belo topete, mas na real eu sabia que a noite seria de cigarros e bebidas.

E foi assim, peguei um maço de Gudang Garam e acendi o primeiro cigarro me sentindo “O CARA”. Algumas horas depois eu já estava bem louco de bebidas alternativas que me pagaram no decorrer da noite além do chopp aguado.

 

Tática do Chopp aguado

 

Antigamente o Café Aurora distribuía Chopp até as 5am, com o passar do tempo e a quantidade de pessoas que frequentavam o local, essa mamata foi reduzida para até 2am e posteriormente deixou de existir.

Dica: Nós nos misturávamos em diversos pontos da fila fazendo um rodízio da galera e assim aproveitando o Chopp sem canseira de fila nenhuma. EPIC WIN!

 

Depois de enchermos o cu de cachaça, começaram os ataques. Eu na fissura burra e estúpida de ser um fumante sem isqueiro, ficava o tempo todo andando com uma bituca de cigarro até sentir vontade de fumar novamente. E foi assim a noite inteira, até que uma gordinha fisgada pelo cheiro de cravo do meu caríssimo maço de cigarro de 4 reais me abordou:

- Oi, você tem um cigarro desse aí para me arrumar? Coloquei a mão do bolso, contei quantos tinham e sem perder a oportunidade, logo respondi:

- Não!

Voltei para o bar e nessas vejo um amigo meu currando uma gordinha perto do palco no piso superior. Quer dizer, currar é muito agressivo de se dizer, mas convenhamos que praticamente estivesse rolando uma noite da “free tits” no lugar devido ao cenário que se construía.

Uma das minas que conhecemos na fila do Chopp começou fazer o abate geral, rodou na mão de 80% da balada e antes de ir embora chegou e disse:

- Prazer o meu nome é Cleide, nos topamos por aí!

Puta que o pariu, quer dizer que a mais perva da noite, a que tocou trocentas punhetas alheias tinha o nome da minha mãe? Pô, isso pedia mais uma cerveja, foi então que ele apareceu. Enquanto eu e o violentador da gordinha aguardávamos, o Barman simplesmente pega uma lata de cerveja e esmaga na testa. O espanto da galera a sua volta se justificou por causa do tamanho franzino do rapaz além de uma arma que foi revelada naquele instante. Na segunda latinha amassada o Barman contou que ele tinha uma chapa de metal na testa e realmente fazia até barulho. Com um brilho no olhar, meu amigo virou e disse “Cara vamos avisar o Dunha, ele não se julga o rei da cabeçada?”

E foi assim que organizamos um duelo de cabeçadas dentro de uma balada de rock em SP às 5 da manhã de um outubro qualquer.

Todas as pessoas presentes naquele horário se dirigiram para o piso inferior da casa onde presenciamos três cabeçadas, na qual não houve vencedores. Por mais que o segurança incentivasse com o seu bolão de apostas, o Barman acabou desistindo com medo de machucar Dunha, que cambaleando insistia em dar mais cabeçadas.

 

Moral da história? Existe moral aqui?

1 Comentário

  1. Jéssica
    12/11/2009

    Aff que merda!! Tava tão boa a historinha =/

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