Barrados no Shopping
Todo mundo já foi adolescente imbecil, eu deixei de ser adolescente faz um tempo já, mas imbecil continuo praticando até hoje. Enfim, como um bom “teenager
” já tive minha fase de freqüentar shoppings com o intuito do bom e velho flerte ou sei lá, por não ter um lugar melhor para ir.
Entre os shoppings freqüentados por esse vileiro devo apontar o Sta. Cruz como o mais tosco e o que proporcionou mais histórias bizarras e ainda carrega esse legado até hoje. Exatamente, foi nesse maldito shopping que um maluco estava tocando punheta no banheiro semana passada.
O motivo pelo qual esse local foi alvo de nossas peripécias juvenis é bem simples, como todo mundo morava perto um do outro e o shopping ficava no caminho de nossas casas, combinávamos de nos encontrar lá após o trabalho para voltarmos juntos, estamos falando de uma turma de mais ou menos dezessete moleques sem nada na cabeça.
Qual o seu nome mesmo?
Como nossa turma era bem visada no shopping por causa da arte de causar, tínhamos como fãs os seguranças, ou melhor, eles procuravam falhas na matrix com o objetivo de nos fuder, afinal além de comer muitas vezes de graça (incluindo a vileirice de pegar sobras da mesa), também assistimos muitos filmes sem pagar graças a nossa astúcia e claro conhecíamos toda a planta do shopping.
O problema é que não podíamos nem sentar na praça da alimentação que éramos aporrinhados pelos seguranças, mesmo sem ter feito nada, logo isso virou uma puta guerra tendo como principal inimigo o chefe dos seguranças Teógenes.
Certo dia Gutex acende um cigarro dentro do shopping próximo a uma lixeira com O SÍMBOLO DE UM CIGARRO
, Teógenes se aproxima e de maneira ignorante ordena que o cigarro seja apagado. Gutex aponta o símbolo, o segurança o mandaele calar a boca e apaga o cigarro, apesar do Gutex ser briguento ele prefere evitar confusão. Continuamos andando pelo shopping e achamos um local onde a galera estava fumando de boa, senhores, senhoras a turma em geral. Gutex e Vitinho decidem finalmente fumar
em paz quando Teógenes pega o cigarro dos dois e diz: “Vocês têm algum problema mental? Não me ouviu falar para não acender o cigarro porque eu não quero seus retardados?”. Pronto a merda tava armada, Gutex ao meio da discussão começa pedir para falar com o supervisor do segurança e ao perguntar o nome temos a grata surpresa: EU ME CHAMO TEÓGENES! Porra nós somos escrotos e imbecis, a discussão acabou na hora, não conseguíamos mais parar de rir.
Ei Gutex venha ver isso aqui no banheiro!!!
O banheiro do piso da praça de alimentação tem várias histórias nojentas, sei disso por ter feito amizade com o tio da faxina que me contou sobre EMOS se comendo através de buracos feitos na parede de cada “Box” individual.
Meu irmão que é outro encrenqueiro filho da puta, entra em um desses Box e vêem diversas páginas de revista pornô colada, na hora instintivamente ele grita: “Gutex vem aqui no banheiro ver isso!” um cara do Box do lado resmunga e fala que o shopping está tomado por bichonas. Meu irmão bate na porta do cara e pergunta o que ele falou, faz um silêncio e ele decide ser mais escroto ainda. Avisa o resto da turma que estava na praça da alimentação e fica com o Gutex parado na porta do banheiro aguardando o cara. Ele sai de cabeça baixa e começa uma perseguição pelo shopping. Quando “O Cara” finalmente decide pegar o elevador por azar acaba ficando sozinho com seis caboclos de nossa turma claro que não deu outra. A galera cercou o cidadão e começou a elogiá-lo chamando de gatinho e afins, além claro de flertar um com outro agressivamente causando o constrangimento do puto que saiu de cabeça baixa e CORRENDO do elevador.
Eu poderia te matar sabia?
Em mais um daqueles dias onde a turma estava completa, meu irmão comenta sobre uma coroa gostosona descendo a escada rolante, me aproximo com o Gordo para ver e então um tiozinho olha para o alto e pergunta o que era. Meu irmão sabiamente aponta e fala em tom alto: “Gostosa né?”. O tiozinho dá a volta e sobe indo em direção ao meu irmão perguntando em tom alto o que ele tinha dito. Meu irmão para evitar brigas diz que não foi por mal que ele deve ter se confundido, porém o tio na ignorância responde que meu irmão tava merecendo um tapa na cara e dá as costas.
Gordo, uma pessoa coerente e de conhecimento supremo diz que aquela ameaça não ficaria assim e decide perseguir o tio no shopping. O engraçado é que além da esposa o tio também estava acompanhado de dois filhos maiores que qualquer integrante da nossa turma, mas até aí. O tiozão percebe e começa a apertar o passo enquanto é repreendido pela esposa por ser encrenqueiro, então finalmente nosso amigo Gordo (que é magro) aborda o tio para uma conversa amigável.
Gordo com um vocabulário exemplar, diz que o tio não deveria ter se exaltado tanto e informa que meu irmão só fez aquele comentário por não saber que a senhora estava acompanhada, tendo em vista que a distância dos dois no percurso era absurda. Meu irmão se desculpa, o tio se desculpa também, mas como não poderia deixar de ser o mago das palavras e ser genial Gordo conclui da seguinte maneira:
“ – Pois é meu amigo, hoje em dia é bom evitar briga com quem você não conhece, pois eu poderia chegar sorrateiramente por trás do senhor com uma espada e com dois movimentos acabar com sua vida. Pena que aqui é Brasil, as coisas não funcionam dessa maneira e primeiro dialogamos para evitarmos confusão. ”
Gordo dá as costas e sai enquanto meu irmão e o tiozão se encaram por alguns segundos sem entender nada.


Salve, salve, Mr. R0cc0 !!
Mais uma pérola épica do R0cc0liseu!!
Eu não sabia se ria ou se lamentava não presenciar estas histórias…
Certamente, não poderia ter começado meu dia (são 16h52!) com uma leitura melhor do que esta!! ..rs..
Muito bom!!!
Abrasss!!
Puta que pariu! To imaginando a cara do teu irmão e do coroa lá, depois dessa pérola do “Gordo”. Espada? Cara, que sem noção, ele tinha assistido o que, Gladiador? Putz, mó nonsense.
Histórias de Shopping nem posso dizer que tenho muitas, porque sempre fui quietinho e não andava em turmas, e meus pais nunca gostaram de levar a gente pra passear em shopping. Sempre fui meio recluso, por se dizer (preferia ficar em casa assistindo filmes pornos e trepando quando dava com a vizinhança, hehehe).
Mas teve uma recentemente que me lembrou a história do cigarro. Jogo RPG com amigos e conheci uma galera nova que jogava num shopping aqui de Recife, resolvi jogar com eles. Quando a gente chaga na praça de alimentação, começamos a montar as fichas e tal, chega um segurança e “avisa” que não é permitido jogar ali. A gente informa que, até então, não estávamos jogando, apenas lendo (de fato, isso era verdade – estávamos apenas nos preparando pra jogar). Ele se afasta e a gente guarda os dados, apenas ficando com os livros abertos e escrevendo nossas fichas. Quando o segurança retorna com outros dois “amiguinhos” e começa a fechar nossa mesa, dizendo que não é permitido aquilo (embora, enfaticamente, nós diziamos que não havia placa ou aviso nenhum informando que LER LIVROS n praça de alimentação fosse uma atividade proibida). Ele fez a gente sair do shopping por causa disso.
Creia!
Abração, Rocco.
ô macho, cadê as atualizações? Tás aproveitando um período de férias, é? Adianta, mô fio! Tô ansioso pelo próximo fodacast (se não me engano, a entrevista com as gêmeas).
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